sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Primeiras hamburgas

O termómetro virtual do accuweather que me dá as boas vindas sempre que ligo o tablet anuncia de forma impassível e sarcástica -4º. Sinto um arrepio um pouco ainda maior quando vejo um pouco mais abaixo um outro valor de -8º precedido de um Real Feel.
Confessando-me desde já como um verdadeiro nabo da coisa, procedi a uma investigação apurada de horas e horas até descobrir que aquele Real Feel correspondia a uma cuidada avaliação de outros elementos como o vento, a humidade e o raio que os parta que condicionam a nossa percepção do tempo. Sorri e senti-me um pequeno conquistador dos Himalaias.
Numa atitude de puro masoquismo, resolvi ver quanto estava em Lisboa. 11º. Desliguei o tablet e fui fazer a quinta litrosa de chá do dia, pensando que tamanhas temperaturas não são, definitivamente, propícias à prática do futebol.
Contudo, este frio é mais que propício à prática da língua alemã. Aliás, já Nietszche o diria. E Schoppenhauer. E o Gunter Grass. E a Merkel. Se o Oliver Kahn soubesse falar como uma pessoa também o afirmaria sem titubear.
Por falar em Merkel e em resposta a todos os amigos que me pediram que lhe desse um "recadinho" lusitano, podem acreditar que assim que conseguir largar a minha dependência de bebidas quentes (chá, café e um tal de Gluhwein de encantos tamanhos) fá-lo-ei.
Lá para Maio ou Junho, portanto.
Um grande bem haja e sorte e Neno.

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